CÉSIO-137 EM GOIÂNIA


Já que falamos tanto sobre radiação, vamos mencionar um caso radiativo no Brasil:

Começa em 1985.

Um instituto de tratamento de câncer desativa sua unidade de Goiânia. Quase todos os equipamentos foram levados, mas uma máquina de teleterapia (espécie de radioterapia) é deixada para trás. 

Havia cloreto de césio em pó como fonte de energia nessa máquina. 
Em setembro de 1987, o aparelho chama a atenção de dois catadores de lixo.
Pensando em vender as peças, eles a levam para casa, desmontam-na e entram em contato com uma cápsula de césio-137. 
E, é quando começam a sentir os sintomas desse material radioativo em contato com o corpo humano: náuseas, vômitos, tonturas e diarreia.
O dono de um ferro-velho compra a máquina e manda dois de seus funcionários retirarem as peças mais valiosas. Dentro do aparelho, eles, sem conhecimento algum, encontram a cápsula com 19g de Césio. À noite, seu brilho verde-azulado chama a atenção. Pensando ser algo de grande valor, o proprietário do ferro-velho a leva para casa. 

O irmão do dono do ferro-velho o visita e leva um pouco da substância para casa. Durante o jantar, ele o mostra para seus filhos e contamina a comida sobre a mesa. Sem perceber, sua filha de 7 anos ingere pão com um pouco do pó. Após um mês, Leide das Neves Ferreira morre, tornando-se a primeira vítima. 



A esposa do dono do ferro-velho notou que as pessoas ficavam doentes ao entrarem em contato com o pó e então, resolve levar para Vigilância Sanitária que identifica como substância radioativa. Essa mulher é a segunda vítima fatal. 

Em 30 de setembro, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e policias militares começam a descontaminar a região. 


Após esse ocorrido, você entende a importância do conhecimento no dia a dia e como isso pode influenciar diretamente na sua saúde?





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